COMUNICÓLOGA
Doutora em Comunicação, com Pós-Doutorado em Sociologia da Infância

Força Cósmica

Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem Amor, eu nada seria.

Falar, por mais longe que vá, é nada sem Amor.

Temos uma fórmula?

Um Ensinamento.

— Por que temos de aprendê-lo?

— Ensinamentos não são obrigações.

— Por que existem?

— Queremos o melhor dos mundos.

— Quero!

— Querer todo mundo quer…

— O que posso aprender sobre esse “sem Amor, eu nada seria”?

— Descubra.

— Fim dos Mestres?

— Mestres querem ser desnecessários.

— Horror!

— Triunfo!

— Amar tudo e todos não existe.

— Por isso ainda precisamos de Mestres.

O problema é que podemos fazer e dizer coisas, da terra e dos céus, com ou sem amor, seria isso?

O amor químico, encarnado, de letra minúscula, sim… amamos e deixamos de amar. É amor sentimento.

Mas amor é sentimento!

— O Amor, de letra maiúscula, é força cósmica, lembrou Buber.

Outro tipo de amor?

Fonte metafísica e metapsíquica, proto e metacomunicacional, que se manifesta entre os humanos.

Amorfa?

Acontecimento intangível entre um Eu e um Tu.

— McLuhan escreveu que o meio é a mensagem. Então deve haver um suporte nesse entre, para materializar o Amor.

— Todo meio, enquanto objeto técnico de passagem, é obstáculo, foi onde chegou Buber.

— Mas como faço para enviar Amor aos outros, e para receber, sem meios?

O Encontro acontece quando os meios são abolidos.

— Mas, olha: o Amor está dentro das pessoas. Vai e volta… nem sempre como se quer ou imagina, sabemos, é assim!

Falas do amor. Não do Amor. Nada, neste, é conteúdo a ser passado, nem objeto a ser conquistado. Nós o habitamos.

— É um lugar?

— Um lar. 

— Posso Amar sem amar?

— É o Amor que te ama. Mesmo sem ser visto, tocado, cheirado, degustado, ouvido, sentido e desejado. É cola do mundo.

Princípio de tudo que É?

—  E Fim… e Meio.

Imagem: Teia Cósmica – Eric Lagadec

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Autor(A)

Videira

Ventre da Vida

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